segunda-feira, 16 de outubro de 2017



LEMBRE-SE...


Lembre-se: sempre há uma saída
Pensou psicanálise... lembrou: Ricardo Steil

www.ricardosteil.com.br
(47) 99909-9138



SERÁ QUE É O PASSADO QUE TE PRENDE?


            Será que é o passado que te prende?
            Se acreditas nisso – ainda ‑ inicie se perguntando: o que somos?
            Olhe dentro de si. O que se passa no teu universo interno são palavras? Meras palavras que ainda ecoam? Retornam a tua mente? Te pegam de surpresa?
            Somos constituídos pela palavra – somos um castelo de palavras!
            Mas, não qualquer palavra e sim, pela palavra do outro que nos apontou algo em determinado momento, apresentou o mundo, disse: isso sim... isso não... que feio... que lindo... amo... odeio...
            Estas palavras estão coladas ao nosso corpo (nossa morada). É elas que nos prendem, geram sofrimento, fazem com que repitamos nossas escolhas e até impeçam de termos novas... Elas estão amarradas de forma inconsciente!
            São prisioneiras do recalcado e fazem com que o homem não seja livre para assumir o seus desejos.
            Mas, como desamarrar-se dessas palavras?
            Para isso existe a psicanálise com suas técnicas. Por isso, quando se busca a análise psicanalítica, você deseja não somente ter acesso a terapia ou ser atendido por um profissional... você quer mais... você quer os benefícios que esse atendimento e o modelo teórico empregado lhe podem proporcionar!
            Você quer desmontar o castelo de palavras que construíram para ti!

            Se duvida: porque se incomoda quando as palavras vistam-te quando menos espera?


            Ricardo Steil - Psicanalista │Psicólogo
                                                                               CRP 12/14514



INVESTIR OU NÃO NA SUA ANÁLISE?



            Iniciar ou não sua análise? Eis uma questão comum.
            E estou aqui para auxiliá-lo na sua decisão.
            Frente a isso pondere primeiramente: quanto estás disposto à investir em você?
            Análise é um investimento. E não falo somente em investimento financeiro, mas: de tempo, reflexão, desejo, vontade de sair do lugar ao qual se está e dar um passo adiante.
            Para isso é preciso saber no que se quer investir.
            Do que você sofre?
            Depressão... ansiedade... pânico... fobia... fixação amorosa?
            Seu investimento será para libertar-se do SEU sofrer.
            Para outros conhecer a si mesmo é investimento.
            Como trabalho com a psicanálise não existem questões bobas, palavras vãs, indagações que não precisem serem “revisitadas”. Tudo é importante. E tudo é tudo.
            O segundo passo após saber no que se quer se investir. É investir na escolha do profissional que estará ao seu lado durante seu processo analítico.
            Lembre-se: você trará suas jóias mais preciosas, compartilhará suas questões mais profundas. Em quais mãos você vai por essas jóias?
            Indagar quanto a abordagem é importante, pois, envolve a visão do profissional de homem e mundo, logo, envolve também a forma de manejo, ao qual, será conduzido o trabalho.
            Trabalho com a psicanálise: com um homem constituído pelo real, simbólico e imaginário. Movido: por forças inconscientes que necessitam serem conhecidas. Trabalho com: o desejo. Com o poder: da palavra do outro sobre ti.
            Reflita sobre isso. Saiba no que investir e onde investir.

            Ricardo Steil - Psicanalista │Psicólogo
                                                                               CRP 12/14514


quarta-feira, 12 de julho de 2017

QUEM TEM O DEDO PODRE PARA O AMOR?


De forma informal, ou seja, não consistia em um dos meus pacientes, certa pessoa desabafou comigo: “é um inferno, por mais que tente TODOS os meus relacionamentos sempre terminam da mesma maneira”.
Para que o leitor compreenda “a mesma maneira” consistia na descoberta de que estava sendo traída há meses, para logo depois ficar se perguntando literalmente se não teria “um dedo podre para o amor”.
Recordei-lhe que nem todos seus relacionamentos terminaram assim. Houve um que ela é que tinha dado o ponto final e sem ser traída.
O interessante é que esse sujeito nas palavras da minha interlocutora consistia em “um príncipe... educado, romântico, trabalhador, de boa índole, fiel, mas... faltava alguma coisa... um sei lá o que”.
Claro que, não seria ético da minha parte analisar essa jovem. Todavia, a questão central dela é um ponto interessante para discutirmos: será que determinadas pessoas foram agraciadas com o tal dedo pobre para o amor e estão condenadas a caírem na mesma armadilha de experienciar relacionamentos frustrantes, oposto do que propunham vivenciar ao lado do ser amado?
Você já percebeu como as crianças ao verem uma cena trágica de um desenho, como o Rei Leão por exemplo, pedem para rever este repetidas vezes, isso até o momento em que parecem compreender o que ocorreu?
Freud descobriu que o mesmo acontece com os adultos. Sim, nos repetimos no intuito de elaborar (compreender o que não foi compreendido). É como se buscássemos no novo relacionamento rever os pontos que levaram o relacionamento anterior a chegar ao fim. Um ciclo vicioso, ao qual, nós alimentamos de forma inconsciente.
Mas, um fato ocorre: quando a “boa sorte sorri” — como essa pessoa definiu —, parece que somos tomados por uma cegueira, não temos forças, deixamo-la de lado e voltamos para a velha armadilha. Porque será que isso ocorre?
Essa resposta só será possível durante o processo analítico, onde, a partir da escuta flutuante e associação livre levamos o paciente a descobrir quais, os mecanismos que o levam a repetir-se, rever seu posicionamento e empoderar-se do seu desejo. Em suma como diz Jorge Forbes: em análise nos desautorizamos o sofrimento, autorizamos o desejo e colocamos o sujeito a perceber sua parcela de responsabilidade frente a ambos.
E agora pergunto-te, tal qual, fiz à essa jovem: por quanto tempo mais você vai permitir repetir seu sofrimento?
            Fim da sessão.

            Ricardo Steil - Psicanalista
                                CRP 12/14514